Boas tardes amigos leitores e comentadores do blog da desgraça!
Não tenho tido muita disponibilidade para vos escrever com a periodicidade habitaula mas isso é um pequeno detalhe a corrigir brevemente.
Qual será o futuro da Palestina agora que Yasser Arafat foi definitivamente ‘afastado’?
Provavelmente será mais uma daquelas teorias de conspiração que eu tenho uma especial tendência para achar muito razoáveis mas, corre pelas ruas de Ramallah o boato que o líder palestiniano teria sido envenenado. Pessoalmente acho que a Mossad – Serviço secreto do estado israelita, não pode ficar isenta de suspeitas neste cenário.
Era conveniente afastar este empecilho do caminho do governo de Ariel Sharon e alguém resolveu esse problema.
Certo que a idade avançada do líder da Autoridade Palestiniana seria uma razão para o enfraquecimento das resistências e defesas naturais, mas como se explica uma súbita quebra na produção de plaquetas do sangue?
A hipótese de Arafat ter leucemia foi logo afastada pelos médicos do Hospital militar onde passou os últimos dias de vida. Mesmo o médico particular que o acompanhava referiu que não lhe havia detectado alguma doença crónica. Muito estranho, não acham?
Por exemplo, até o nosso terrível Bagão Feliz deu hoje entrada no Hospital de S. João no Porto com uma crise de Hipertensão. Mas o referido senhor já sofre há vários anos dessa maleita e, as acessas discussões de quinta-feira sobre o orçamento de Estado, ou quiçá, os fabulosos repastos ministeriais, levam qualquer hipertenso a interromper as actividades, e até a ser recomendado o seu internamento.
Eu ainda acho que o internamento de – apenas - 24 horas, é pouco, mas eu não sou cardiologista. É pena!
No entanto e, para evitar esta minha fama de paranóica, acho mais prudente deixar essas teorias sobre a morte de Arafat pelos mercados de Ramallah.
A partir de agora, este território, no Médio Oriente , constitui mais um barril de pólvora à deriva e prestes a detonar à menor instabilidade interna.
Os jovens palestinianos, já não acreditam em soluções diplomáticas, ou pacíficas para resolver esta crise Israelo-árabe. Todos os dias Hamas e Jihad Islâmica, recebem dezenas de jovens com vontade de libertar o seu povo de uma forma mais enérgica.
A própria Autoridade Palestiniana revela-se mais receptiva e maleável ás propostas de G.W. Bush e Ariel Sharon sobre os territórios ocupados. O futuro não vai ser pautado pela continuidade das posições de Yasser Arafat.
Mas apenas o tempo dirá qual será a sorte do pobre povo palestiniano.
Até mais acontecimentos, e disponibilidade para desenvolver posts gostava de enviar a minha mensagem de pesar pela morte do grande líder histórico da OLP (Organização de Libertação da Palestina) Yasser Arafat:
- Alá seja louvado!
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sexta-feira, novembro 12, 2004
segunda-feira, novembro 08, 2004
Ou talvez não...
Saudações caros amigos leitores e comentadores do Blog da desgraça!
Hoje já faço parte da classe que se diz trabalhadora.
Ainda não é um emprego a sério mas dá para aprender coisas tais como gerir condomínios.Eu não nasci para isso mas uma pessoa no momento actual tem de desenvolver uma capacidade de adaptação se é que quer sobreviver neste mundo.
Chega de divagações sobre o mundo do emprego!
Hoje quando vinha no caminho tinha de ver qualquer coisa interessante.Afinal, o povo português, ou no caso específico observado, cidadãos lisboetas, somos realmente muito patriotas.
Duvidam?
Quando fizerem o vosso caminho diário, para a escola, para o emprego, para qualquer lugar, observem as janelas.
Até daqui da minha secretária consigo ver as lindas bandeiras portuguesas.Numa janela, de cada rua desta nossa capital pelo menos 1 existe. É certo que algumas já têm um aspecto muito danificado, mas estão lá nas janelas a provar que naquela casa existe um bom cidadão português...
Ou será que não?
Será que as pessoas depois do Euro 2004 ficaram com as bandeiras para apoiar os atletas portugueses nas olímpiadas 2004, e mais tarde os atletas paralímpicos (a quem eu presto a mais sincera homenagem)?
Ou será que, pura e simplesmente, esqueceram-se delas lá nas varandas?Já agora são um símbolo de desagrado pela política deste governo PSD/PP que aos pouco nos leva até as últimas poupanças, porque afinal, só os ricos é que poupam dinheiro.
Talvez seja um código de uma organização terrorista a operar no nosso país, quem sabe?
Na minha modesta opinião, as bandeiras penduradas nas varandas e janelas, permanecem como um símbolo estranho à nossa cultura.
Mas tudo bem.
Eu fico mais feliz por saber que agora somos muito patriotas e que a sugestão do sr. Scolari ainda vigora.
Ou talvez não...
A vossa comentadora observadora
Letra Negra
Hoje já faço parte da classe que se diz trabalhadora.
Ainda não é um emprego a sério mas dá para aprender coisas tais como gerir condomínios.Eu não nasci para isso mas uma pessoa no momento actual tem de desenvolver uma capacidade de adaptação se é que quer sobreviver neste mundo.
Chega de divagações sobre o mundo do emprego!
Hoje quando vinha no caminho tinha de ver qualquer coisa interessante.Afinal, o povo português, ou no caso específico observado, cidadãos lisboetas, somos realmente muito patriotas.
Duvidam?
Quando fizerem o vosso caminho diário, para a escola, para o emprego, para qualquer lugar, observem as janelas.
Até daqui da minha secretária consigo ver as lindas bandeiras portuguesas.Numa janela, de cada rua desta nossa capital pelo menos 1 existe. É certo que algumas já têm um aspecto muito danificado, mas estão lá nas janelas a provar que naquela casa existe um bom cidadão português...
Ou será que não?
Será que as pessoas depois do Euro 2004 ficaram com as bandeiras para apoiar os atletas portugueses nas olímpiadas 2004, e mais tarde os atletas paralímpicos (a quem eu presto a mais sincera homenagem)?
Ou será que, pura e simplesmente, esqueceram-se delas lá nas varandas?Já agora são um símbolo de desagrado pela política deste governo PSD/PP que aos pouco nos leva até as últimas poupanças, porque afinal, só os ricos é que poupam dinheiro.
Talvez seja um código de uma organização terrorista a operar no nosso país, quem sabe?
Na minha modesta opinião, as bandeiras penduradas nas varandas e janelas, permanecem como um símbolo estranho à nossa cultura.
Mas tudo bem.
Eu fico mais feliz por saber que agora somos muito patriotas e que a sugestão do sr. Scolari ainda vigora.
Ou talvez não...
A vossa comentadora observadora
Letra Negra
sexta-feira, novembro 05, 2004
Guess who's back!
G.W. ganhou mesmo ao democrata John Kerry.
A juntar a este pesadelo Yasser Arafat, o histórico líder da OLP (Organização da Libertação da Palestina), foi declarado morto cerebralmente.
Fatalidades não podem ser evitadas e a verdade é que a saúde de Arafat estava debilitada há já algum tempo… Mas o povo norte-americano reeleger esta criatura ????
Durante os 4 anos de mandato não houve paz no mundo.
Estou a mentir!
Sim porque até acontecer o 11 de Setembro de 2001, o senhor Bush Filho andava a passear pelo país, a cavalgar pelo seu rancho, a fomentar presidências abertas e que o poder poderia ser exercido sem ser nos corredores da Casa Branca, enfim, sempre podem ver (ou rever) o filme Fahrenheit 9/11, no caso de não se recordarem como o mundo era um sítio calmo antes das cruzadas anti-terroristas.
Depois a partir daqui foi todo o efeito dominó do nosso mundo globalizado: sensação de insegurança em quase todos os países aliados da invasão do Afeganistão e da famosa guerra preventiva contra o regime de Saddam Hussein, como se ele tivesse sido autor dos ataques das torres gémeas. Pois não foi mas tinha um recurso muito apetecível para controlo de Bush Filho e seus parceiros de cruzada – OIL (Petróleo).
O famigerado Bin Laden continua a monte, mas – supostamente – veio fazer declarações a poucos dias das eleições norte-americanas, o que a meu ver, contribuiu para a reeleição do combatente Bush face ao menos defensivo Kerry.
Todo o mundo que reclamava a mudança do status quo internacional, vê assim essa hipótese adiada por mais 4 anos.
Agora pergunto eu, que sou uma mente paranóica:
- Será que estas eleições foram melhor manobradas que as que conduziram Bush Filho ao poder?
Repetir a farsa era muito arriscado, desta vez as coisas tinham que ser feitas de maneira à comunidade internacional não ficar com a sensação que tinha sido novamente enganada. Pode não se sentir enganada mas…
- Serão os norte-americanos masoquistas?
Não creio que os eleitores norte-americanos concordem com a situação de aumento de desemprego, injustiça social, e clima de insegurança que o governo Republicano oferece como continuação destes próximos 4 anos.
Já não bastavam as ajudas internas tinha que vir este nosso grande aliado dar uma ajudinha.
Tempos muito obscuros aproximam-se a passos largos e não poderemos fazer nada para os evitar. É mais uma fatalidade como o Arafat, só por dizer que ele possivelmente irá embora a tempo de assistir a este espectáculo dramático a uma distância de segurança.
Nem quero ver.
A vossa comentadora da desgraça global
Letra Negra
segunda-feira, novembro 01, 2004
Granda Cromo!
Não fui capaz de resistir a este cromo do Coiso.
Ao que consta o Zé tá a ter uma participação marcante na União Europeia.
... Esperemos que não tenha o mesmo efeito traumatizante como cá no nosso pequenino rectângulo, como diz o senhor lá das ilhas.
E estão para breve os resultados das grandes eleições Bush vs Kerry, ou continuação da crise vs tentativa de parar esta escalada de crise mundial.
Agora vou-me pirar que acho que esta semana vou começar a trabalhar!!
Boas noites e um bom sono para todos vós!
a comentadora da desgraça
Letra Negra
sábado, outubro 30, 2004
Sigaaaa!
"Alguns jornais garantem que, no orçamento de Estado para 2005, o governo vai cortar na educação e vai investir mais na defesa.
Ou seja, a boa notícia é que vamos ter submarinos e helicópteros novos em folha.
A má notícia é que vamos continuar a ter alunos universitários a escrever élicoptero e subemarino. "
Depois ainda dizem que isto está a melhorar, só ainda não descobri para quem.
Provavelmente é para alguém que eu não conheço, que viva bem longe daqui (Lx), lá para trás do Sol posto, enfim, que não viva em Portugal...
Mas como diria eu: Sigaaaa!
Ou seja, a boa notícia é que vamos ter submarinos e helicópteros novos em folha.
A má notícia é que vamos continuar a ter alunos universitários a escrever élicoptero e subemarino. "
Depois ainda dizem que isto está a melhorar, só ainda não descobri para quem.
Provavelmente é para alguém que eu não conheço, que viva bem longe daqui (Lx), lá para trás do Sol posto, enfim, que não viva em Portugal...
Mas como diria eu: Sigaaaa!
quarta-feira, outubro 27, 2004
Super Size Me!!!
Saudações amigos leitores e comentadores do blog da desgraça!
Como já devem ter reparado, hoje não me apetece falar de política, não vá aparecer por aí um Ministro a inviabilizar este meu espaço.
Hoje vou falar de um filme inquietante que está nas salas de cinema, de seu nome - Super Size Me
Numa clara onda documental ao estilo Michael Moore, Morgan Spurlock embarca numa aventura gastronómica no fantástico e vicioso mundo do "Fast-Food".
Sendo cidadão de um país onde os Obesos são uma maioria em franca expansão, Morgan decide passar um mês com alimentação exclusiva dessa uma grande marca de "Fast-Food" cujo nome, tem como símbolo um gigantesco M, e que pelo meio, tem um nome de personagem de Walt Disney, para os mais desatentos, é aquele Pato rabugento, o Donald.
Spurlock, jovem saudável (comprovado por 3 diferentes especialistas na área da medicina), demonstra como os alimentos de aspecto inofensivo deste grande gigante multinacional, podem ser nocivos, se ingeridos em grande quantidade.
A cadeia em causa tem o seu mérito. Não é por acaso que as crianças reconhecem figuras relacionadas com o restaurante, e não reconhecem figuras tão universais como Jesus Cristo - cena que me chocou particularmente.
Para além de ser extremamente agradável, e apelar subliminarmente, ao consumo por faixas etárias cada vez mais baixas, todos os ingredientes são escolhidos de forma a garantir um verdadeiro estado de vício, tendo um consumidor habitual, como o ‘experimentalista’ Morgan, sentido vários sintomas de carência que só são suprimidos com alimentos disponibilizados pela cadeia em causa.
Mas não vou ser hipócrita e dizer que não como, nem nunca comi “fast food”
Tempo houve em que os meus jantares eram compostos por menus hiper calóricos, acompanhados por uma típica bebida enorme.
Passado todo este tempo percebi a razão de ser de uns quantos sintomas que eu, e o meu companheiro de jantares, tivemos nessa altura. E não sei se tem alguma explicação genética mas os sintomas manifestaram-se todos, rapidamente no rapaz em causa.
Outra coisa que o filme mencionou foi o 'facilitismo' da civilização Ocidental.
Na minha infância, e boa parte da juventude, comer fora era algo que se fazia em situações muito especiais. A minha alimentação era maioritariamente, senão exclusivamente caseira e saudável.
Creio que não digo nenhuma falsidade se afirmar que, é muito comum, os casais jovens com filhos, optarem por fazer refeições nos espaços de “fast food” com uma certa regularidade.
Não digo que a partir de agora vou banir a 100% a cadeia com o nome do pato, mas fiquei com consciência que, comer “fast-food” passou a ser algo a fazer com um certo carácter extremamente esporádico.
Por último, algo que achei interessante:
- Somos tão críticos para com os fumadores, eu própria sou uma daquelas melgas que zumbe aos ouvidos de um amigo que fume: devias deixar de fumar!, mas não vejo a obesidade e os maus hábitos alimentares da mesma forma.
Curioso, não acham?
Ser obeso é socialmente correcto.
É engraçado como nos sentimos, e manifestamos, o nosso incómodo para com os fumadores mas para com os obesos temos uma postura tão passiva mesmo sabendo que a obesidade é a causadora de graves problemas que podem levar à morte, e que, às vezes, um bom conselho consegue salvar uma vida.
Será que só nos preocupamos com os fumadores porque o conceito de fumador passivo é uma realidade, e o conceito de obeso passivo é uma improbabilidade?
Gostava de saber a vossa opinião sobre esta questão civilizacional.
Afinal mais de metade da população portuguesa (51,6 por cento) tem peso a mais ou sofre de obesidade, e quem sabe, algum de vós até pertence a esta percentagem crescente no nosso país
Por isso é que vos recomendo este filme.
Parafraseando o Lauro Dérmio - Óluaize waxe gude moves
Como já devem ter reparado, hoje não me apetece falar de política, não vá aparecer por aí um Ministro a inviabilizar este meu espaço.
Hoje vou falar de um filme inquietante que está nas salas de cinema, de seu nome - Super Size Me
Numa clara onda documental ao estilo Michael Moore, Morgan Spurlock embarca numa aventura gastronómica no fantástico e vicioso mundo do "Fast-Food".
Sendo cidadão de um país onde os Obesos são uma maioria em franca expansão, Morgan decide passar um mês com alimentação exclusiva dessa uma grande marca de "Fast-Food" cujo nome, tem como símbolo um gigantesco M, e que pelo meio, tem um nome de personagem de Walt Disney, para os mais desatentos, é aquele Pato rabugento, o Donald.
Spurlock, jovem saudável (comprovado por 3 diferentes especialistas na área da medicina), demonstra como os alimentos de aspecto inofensivo deste grande gigante multinacional, podem ser nocivos, se ingeridos em grande quantidade.
A cadeia em causa tem o seu mérito. Não é por acaso que as crianças reconhecem figuras relacionadas com o restaurante, e não reconhecem figuras tão universais como Jesus Cristo - cena que me chocou particularmente.
Para além de ser extremamente agradável, e apelar subliminarmente, ao consumo por faixas etárias cada vez mais baixas, todos os ingredientes são escolhidos de forma a garantir um verdadeiro estado de vício, tendo um consumidor habitual, como o ‘experimentalista’ Morgan, sentido vários sintomas de carência que só são suprimidos com alimentos disponibilizados pela cadeia em causa.
Mas não vou ser hipócrita e dizer que não como, nem nunca comi “fast food”
Tempo houve em que os meus jantares eram compostos por menus hiper calóricos, acompanhados por uma típica bebida enorme.
Passado todo este tempo percebi a razão de ser de uns quantos sintomas que eu, e o meu companheiro de jantares, tivemos nessa altura. E não sei se tem alguma explicação genética mas os sintomas manifestaram-se todos, rapidamente no rapaz em causa.
Outra coisa que o filme mencionou foi o 'facilitismo' da civilização Ocidental.
Na minha infância, e boa parte da juventude, comer fora era algo que se fazia em situações muito especiais. A minha alimentação era maioritariamente, senão exclusivamente caseira e saudável.
Creio que não digo nenhuma falsidade se afirmar que, é muito comum, os casais jovens com filhos, optarem por fazer refeições nos espaços de “fast food” com uma certa regularidade.
Não digo que a partir de agora vou banir a 100% a cadeia com o nome do pato, mas fiquei com consciência que, comer “fast-food” passou a ser algo a fazer com um certo carácter extremamente esporádico.
Por último, algo que achei interessante:
- Somos tão críticos para com os fumadores, eu própria sou uma daquelas melgas que zumbe aos ouvidos de um amigo que fume: devias deixar de fumar!, mas não vejo a obesidade e os maus hábitos alimentares da mesma forma.
Curioso, não acham?
Ser obeso é socialmente correcto.
É engraçado como nos sentimos, e manifestamos, o nosso incómodo para com os fumadores mas para com os obesos temos uma postura tão passiva mesmo sabendo que a obesidade é a causadora de graves problemas que podem levar à morte, e que, às vezes, um bom conselho consegue salvar uma vida.
Será que só nos preocupamos com os fumadores porque o conceito de fumador passivo é uma realidade, e o conceito de obeso passivo é uma improbabilidade?
Gostava de saber a vossa opinião sobre esta questão civilizacional.
Afinal mais de metade da população portuguesa (51,6 por cento) tem peso a mais ou sofre de obesidade, e quem sabe, algum de vós até pertence a esta percentagem crescente no nosso país
Por isso é que vos recomendo este filme.
Parafraseando o Lauro Dérmio - Óluaize waxe gude moves
quinta-feira, outubro 21, 2004
Já não percebo nada!!
Saudações caros amigos, leitores e comentadores do blog da desgraça!
Tive afastada das lides critico-editoriais durante uns tempos mas estou de volta!
Durante este pequeno interregno dei por mim a concluir que este novo governo desde a tomada de posse não passa uma semana sem uma grande declaração de um ministro, ou do Primeiro, na sequência de uma trapalhice.
Ele são os professores que não são colocados atempadamente, e em condições normais, o Ministro das Finanças a chamar à atenção as famílias portuguesas para evitar ‘desgovernos’, comentadores de canais privados a serem afastados na sequência de declarações do Ministro dos Assuntos Parlamentares, o pobre do Santana Flopes têm andado a fazer comunicações ao país, quase, quinzenalmente.
A última polémica ainda foi mais desconcertante.
No seguimento do caso do comentador da TVI, o ministro Mortais Sarnento vem dar força à ideia que o Jorge ‘Almighty’ referiu à pouco tempo. Uma grande entidade altamente democrática e reguladora dessas liberdades de andar por aí a comentarem e criticarem impunemente.
Mas o que é interessante é que o mesmo senhor faz declarações contraditórias.
Um dia diz uma coisa, o outro dia diz de outra maneira.
Mortais Sarnento defende que deve ser o governo a definir o modelo de programação da RTP.
"O ministro (...) defende que o Executivo não pode escolher os responsáveis das áreas de programas e de informação da televisão pública, mas diz que deve ser o Executivo a definir o modelo de programação, uma vez que, é o Governo que responde perante os eleitores. "
Mas isto foi só no dia 19 (ontem) porque no dia seguinte o discurso mudou.
"O ministro, Mortais Sarnento, garantiu esta quarta-feira na Assembleia da República que o Governo nunca interferiu e nunca interferirá nos conteúdos e informação dos órgãos de comunicação social. "
Os caros amigos, leitores comentadores podem alegar:
- Mas ó querida comentadora, só tás a usar fontes viciadas, tens que te fundamentar em fontes mais apropriadas.
Ok. Então vamos ver como é que a agência noticiosa portuguesa - fonte mais que fidedigna - relata este acontecimento:
- É necessário "haver limites à independência" dos operadores públicos sob pena de ser adoptado "um modelo perverso" que exige responsabilidades a quem não toma as decisões, defendeu. RTP: Morais Sarmento defende definição do modelo da estação pelo Governo Lisboa 19 de Outubro
- "A comunicação social é e será com este Governo uma comunicação social cada vez mais livre", assegurou. Lisboa 20 de Outubro
Estou novamente baralhada.
Afinal o senhor em causa deve estar mais demente que um qualquer paciente com esquizofrenia do Júlio de Matos, com tanta incoerência de um dia para o outro. Provavelmente tem problemas de memória, será?
Entretanto no caso do comentador da TVI, a Alta Autoridade para a Comunicação Social, entrou em acção e ontem pediu a todas as partes envolvidas (comentador, ministro e a TVI) depoimentos sobre os acontecimentos. Será que vamos ter direito a uma avaliação isenta e apartidária deste caso?
Imagino que nestes próximos dias o pobre do Primeiro vai ter que falar, novamente, à nação. Sim porque, a acrescer aos casos anteriores, temos mais acontecimentos:
- O autismo demonstrado pela Ministra da Educação que continua a rejeitar responsabilidades no atraso na colocação dos professores (e muitas escolas continuam se professores);
- As agressões contra os estudantes universitários de Coimbra que foram impedidos de avançar pelo forte contingente policial que se encontrava no local. O Ministro da Educação diz que não teve conhecimento de algum incidente, carga policial, apenas de uma contenção do avanço dos manifestantes universitários. Os manifestantes têm uma versão diferente, e falam de agressões e utilização de gás-pimenta.
Mais uma cena revivalista de um antigo regime ditatorial que vigorou no século passado.
Não percam o próximo episódio porque eu também não! (estranho, isto soa-me familiar)
A comentadora da desgraça
Letra Negra
Tive afastada das lides critico-editoriais durante uns tempos mas estou de volta!
Durante este pequeno interregno dei por mim a concluir que este novo governo desde a tomada de posse não passa uma semana sem uma grande declaração de um ministro, ou do Primeiro, na sequência de uma trapalhice.
Ele são os professores que não são colocados atempadamente, e em condições normais, o Ministro das Finanças a chamar à atenção as famílias portuguesas para evitar ‘desgovernos’, comentadores de canais privados a serem afastados na sequência de declarações do Ministro dos Assuntos Parlamentares, o pobre do Santana Flopes têm andado a fazer comunicações ao país, quase, quinzenalmente.
A última polémica ainda foi mais desconcertante.
No seguimento do caso do comentador da TVI, o ministro Mortais Sarnento vem dar força à ideia que o Jorge ‘Almighty’ referiu à pouco tempo. Uma grande entidade altamente democrática e reguladora dessas liberdades de andar por aí a comentarem e criticarem impunemente.
Mas o que é interessante é que o mesmo senhor faz declarações contraditórias.
Um dia diz uma coisa, o outro dia diz de outra maneira.
Mortais Sarnento defende que deve ser o governo a definir o modelo de programação da RTP.
"O ministro (...) defende que o Executivo não pode escolher os responsáveis das áreas de programas e de informação da televisão pública, mas diz que deve ser o Executivo a definir o modelo de programação, uma vez que, é o Governo que responde perante os eleitores. "
Mas isto foi só no dia 19 (ontem) porque no dia seguinte o discurso mudou.
"O ministro, Mortais Sarnento, garantiu esta quarta-feira na Assembleia da República que o Governo nunca interferiu e nunca interferirá nos conteúdos e informação dos órgãos de comunicação social. "
Os caros amigos, leitores comentadores podem alegar:
- Mas ó querida comentadora, só tás a usar fontes viciadas, tens que te fundamentar em fontes mais apropriadas.
Ok. Então vamos ver como é que a agência noticiosa portuguesa - fonte mais que fidedigna - relata este acontecimento:
- É necessário "haver limites à independência" dos operadores públicos sob pena de ser adoptado "um modelo perverso" que exige responsabilidades a quem não toma as decisões, defendeu. RTP: Morais Sarmento defende definição do modelo da estação pelo Governo Lisboa 19 de Outubro
- "A comunicação social é e será com este Governo uma comunicação social cada vez mais livre", assegurou. Lisboa 20 de Outubro
Estou novamente baralhada.
Afinal o senhor em causa deve estar mais demente que um qualquer paciente com esquizofrenia do Júlio de Matos, com tanta incoerência de um dia para o outro. Provavelmente tem problemas de memória, será?
Entretanto no caso do comentador da TVI, a Alta Autoridade para a Comunicação Social, entrou em acção e ontem pediu a todas as partes envolvidas (comentador, ministro e a TVI) depoimentos sobre os acontecimentos. Será que vamos ter direito a uma avaliação isenta e apartidária deste caso?
Imagino que nestes próximos dias o pobre do Primeiro vai ter que falar, novamente, à nação. Sim porque, a acrescer aos casos anteriores, temos mais acontecimentos:
- O autismo demonstrado pela Ministra da Educação que continua a rejeitar responsabilidades no atraso na colocação dos professores (e muitas escolas continuam se professores);
- As agressões contra os estudantes universitários de Coimbra que foram impedidos de avançar pelo forte contingente policial que se encontrava no local. O Ministro da Educação diz que não teve conhecimento de algum incidente, carga policial, apenas de uma contenção do avanço dos manifestantes universitários. Os manifestantes têm uma versão diferente, e falam de agressões e utilização de gás-pimenta.
Mais uma cena revivalista de um antigo regime ditatorial que vigorou no século passado.
Não percam o próximo episódio porque eu também não! (estranho, isto soa-me familiar)
A comentadora da desgraça
Letra Negra
quinta-feira, outubro 14, 2004
O insignificante Homem Não Identificado
Tem piada...
O George W. não o conhecer, ou reconhecer uma figura que lhe aperta a mão, é normal mas até eu não conheço bem este "desconhecido".
Sei que, de vez em quando, aparece na televisão mas julgo que participava num programa de humor ao estilo do "Sim senhor Ministro" que passava na RTP, na década de 80.
Mas já percebi que estou enganada. É o boneco da "Contra-Informação" o Santana Flopes!
O George W. não o conhecer, ou reconhecer uma figura que lhe aperta a mão, é normal mas até eu não conheço bem este "desconhecido".
Sei que, de vez em quando, aparece na televisão mas julgo que participava num programa de humor ao estilo do "Sim senhor Ministro" que passava na RTP, na década de 80.
Mas já percebi que estou enganada. É o boneco da "Contra-Informação" o Santana Flopes!
Adaptado de uma notícia da revista "Visão"
(não vá aparecer a Censura)
(não vá aparecer a Censura)
terça-feira, outubro 12, 2004
Da próxima vez podia dizer alguma coisa à nação?
Bem hajam caros amigos leitores e comentadores!
Viram o comunicado à nação do nosso Primeiro?
Eu não. Por motivos de força maior não estava em casa e fui privada desse momento de humor que certamente consegue bater as gargalhadas dos "Tótós do Riso".
Vamos lá então ver o que a Agência de Informação nacional diz sobre isto, vamos ver e eu vou comentar, claro!
"Com o Orçamento de 2005, abrir-se-á uma janela de esperança para todos"
- Olha que gaita! Eu nunca disse que precisava de mais janelas cá em casa!
(…) "liberdade comanda" a vida, salientando que Portugal é um "país livre", onde os "cidadãos são livres, a justiça é livre, o parlamento é livre".
- Ok. Essa parte eu já tinha percebido – Fala o que quiseres mas não abuses… Ainda não és Ministra dos Assuntos Parlamentares, nem Ministra da Defesa, e ainda não te filiaste no PP.
"pluralismo é sagrado" e recusando "a concentração ou o poder hegemónico na Comunicação Social".
- O pluralismo é sagrado mas essa conversa de comentadores a dizer mal do Partido no Governo na Comunicação Social, especialmente numa estação televisiva privada, não pode passar impune.
PSL referiu que a maioria PSD/CDS-PP "trabalhou para uma nova entidade reguladora e numa lei da imprensa com suficientes garantias para os profissionais, mas principalmente, para os cidadãos que queiram fazer ouvir a sua voz".
- Lá foram estes malandros incomodar o sr. Velhinho ao cemitério de Santa Comba Dão, desta vez para poder saber mais umas noções de censura com casos práticos e também umas medidas de coacção para os reincidentes nesses abusos de exprimir opiniões contra o governo.
As "dúvidas sobre a solidez da democracia" colocadas ao longo dos três últimos meses foram também abordadas por Pedro Santana Lopes, que assegurou que "às palavras e aos discursos que se preocupam com a aparência das coisas", o Governo responde com a concretização de objectivos, nomeadamente tornar Portugal "um país mais rico e mais justo".
Mais rico?
Sim é verdade a clivagem entre ricos e pobres alarga-se dando origem a pobres cada vez mais pobres e, a ricos obviamente mais ricos.
Mais justos?
Quando se aperta o cinto é uma consequência lógica, as calças ficarem mais justas na cintura. O problema é que, acho que não vai ser só na cintura que isto vai ficar mais justo – nova tendência de Outono/Inverno golas altas para poder disfarçar a corda que também temos no pescoço.
"O senhor Presidente da República, há três meses tomou a decisão de empossar este Governo querendo obviamente, como todos os portugueses, que tenhamos sucesso, para bem de Portugal"
- Não estão exactamente a ser muito bem sucedidos. Pelo menos na parte de “dar hipóteses” ao Zé Povinho de respirar de alívio, afinal o tempo da contenção das despesas só afectou alguns poucos portugueses. Portugueses filiados no CDS/PP e PSD, evidentemente.
"As pensões aumentarão entre um mínimo de 2,5 por cento e um máximo de 9 por cento, de acordo com o princípio da convergência das pensões mais baixas com o salário mínimo. Esta medida abrangerá cerca de um milhão e meio de reformados e pensionistas", disse Santana Lopes.
- Continua a dar graxa aos velhinhos, afinal eles são a maior fatia de eleitores, por isso, à falta de visitas às praças e feiras pelo Paulinho das Feiras, convém dizer umas aldrabices. Melhor, repetir promessas de campanha eleitoral de Durão B que ainda não tiveram tempo de ser cumpridas, mas como os velhinhos não se lembram fica sempre bem repetir a promessa antiga, pode ser que eles votem outra vez nos nossos bons partidos do governo de coligação.
"Em apenas três meses de governação tomámos estas e tantas outras medidas. Sabendo que, como em tudo na vida, houve situações como a colocação dos professores que não correram como devido. Não se repetirá"
- Olha outra promessa do tempo do outro senhor que agora anda a passear pela Europa. O que acontecerá para o ano com os professores? Serão colocados em províncias ultramarinas… desculpem lá, esta agora era desnecessária mas, acredito que se ainda existissem províncias ultramarinas todos os professores do continente eram destacados para as províncias e reciprocamente.
Falar mais especificamente de aumentos, não li nada. Do IRS falou muito por alto e sem aprofundar "reduzir as taxas sem deixar de fazer a normal actualização de escalões", sem, contudo, explicitar o valor das reduções.
Tudo bem espremido, o que é que o senhor Primeiro disse na declaração da noite de 11 de Outubro?
Nada de novo. Mais umas demonstração de fraca sofística, muita demagogia, .afirmações contraditórias com as declarações do Bagão Feliz bem como a tendência de aumento do Petróleo para os próximos tempos.
...E ainda não temos resultados das eleições norte-americanas, o que constitui um acontecimento que pode mudar muito do panorama internacional.
Entretanto nos debates televisivos George W. continua a dar provas como líder ambíguo. Não ouviram falar no caso da estranha corcunda quadrada do Presidente dos EUA durante os debates com o oponente Kerry?
Nada como um auxiliar de argumentação para quem não têm os dotes necessários para enfrentar um bom debate.
Adaptando uma exclamação de um colega bloguístico - Estou Farta!
Farta e com graves problemas de insónias.
A vossa comentadora em desgraça,
Letra Negra
Viram o comunicado à nação do nosso Primeiro?
Eu não. Por motivos de força maior não estava em casa e fui privada desse momento de humor que certamente consegue bater as gargalhadas dos "Tótós do Riso".
Vamos lá então ver o que a Agência de Informação nacional diz sobre isto, vamos ver e eu vou comentar, claro!
"Com o Orçamento de 2005, abrir-se-á uma janela de esperança para todos"
- Olha que gaita! Eu nunca disse que precisava de mais janelas cá em casa!
(…) "liberdade comanda" a vida, salientando que Portugal é um "país livre", onde os "cidadãos são livres, a justiça é livre, o parlamento é livre".
- Ok. Essa parte eu já tinha percebido – Fala o que quiseres mas não abuses… Ainda não és Ministra dos Assuntos Parlamentares, nem Ministra da Defesa, e ainda não te filiaste no PP.
"pluralismo é sagrado" e recusando "a concentração ou o poder hegemónico na Comunicação Social".
- O pluralismo é sagrado mas essa conversa de comentadores a dizer mal do Partido no Governo na Comunicação Social, especialmente numa estação televisiva privada, não pode passar impune.
PSL referiu que a maioria PSD/CDS-PP "trabalhou para uma nova entidade reguladora e numa lei da imprensa com suficientes garantias para os profissionais, mas principalmente, para os cidadãos que queiram fazer ouvir a sua voz".
- Lá foram estes malandros incomodar o sr. Velhinho ao cemitério de Santa Comba Dão, desta vez para poder saber mais umas noções de censura com casos práticos e também umas medidas de coacção para os reincidentes nesses abusos de exprimir opiniões contra o governo.
As "dúvidas sobre a solidez da democracia" colocadas ao longo dos três últimos meses foram também abordadas por Pedro Santana Lopes, que assegurou que "às palavras e aos discursos que se preocupam com a aparência das coisas", o Governo responde com a concretização de objectivos, nomeadamente tornar Portugal "um país mais rico e mais justo".
Mais rico?
Sim é verdade a clivagem entre ricos e pobres alarga-se dando origem a pobres cada vez mais pobres e, a ricos obviamente mais ricos.
Mais justos?
Quando se aperta o cinto é uma consequência lógica, as calças ficarem mais justas na cintura. O problema é que, acho que não vai ser só na cintura que isto vai ficar mais justo – nova tendência de Outono/Inverno golas altas para poder disfarçar a corda que também temos no pescoço.
"O senhor Presidente da República, há três meses tomou a decisão de empossar este Governo querendo obviamente, como todos os portugueses, que tenhamos sucesso, para bem de Portugal"
- Não estão exactamente a ser muito bem sucedidos. Pelo menos na parte de “dar hipóteses” ao Zé Povinho de respirar de alívio, afinal o tempo da contenção das despesas só afectou alguns poucos portugueses. Portugueses filiados no CDS/PP e PSD, evidentemente.
"As pensões aumentarão entre um mínimo de 2,5 por cento e um máximo de 9 por cento, de acordo com o princípio da convergência das pensões mais baixas com o salário mínimo. Esta medida abrangerá cerca de um milhão e meio de reformados e pensionistas", disse Santana Lopes.
- Continua a dar graxa aos velhinhos, afinal eles são a maior fatia de eleitores, por isso, à falta de visitas às praças e feiras pelo Paulinho das Feiras, convém dizer umas aldrabices. Melhor, repetir promessas de campanha eleitoral de Durão B que ainda não tiveram tempo de ser cumpridas, mas como os velhinhos não se lembram fica sempre bem repetir a promessa antiga, pode ser que eles votem outra vez nos nossos bons partidos do governo de coligação.
"Em apenas três meses de governação tomámos estas e tantas outras medidas. Sabendo que, como em tudo na vida, houve situações como a colocação dos professores que não correram como devido. Não se repetirá"
- Olha outra promessa do tempo do outro senhor que agora anda a passear pela Europa. O que acontecerá para o ano com os professores? Serão colocados em províncias ultramarinas… desculpem lá, esta agora era desnecessária mas, acredito que se ainda existissem províncias ultramarinas todos os professores do continente eram destacados para as províncias e reciprocamente.
Falar mais especificamente de aumentos, não li nada. Do IRS falou muito por alto e sem aprofundar "reduzir as taxas sem deixar de fazer a normal actualização de escalões", sem, contudo, explicitar o valor das reduções.
Tudo bem espremido, o que é que o senhor Primeiro disse na declaração da noite de 11 de Outubro?
Nada de novo. Mais umas demonstração de fraca sofística, muita demagogia, .afirmações contraditórias com as declarações do Bagão Feliz bem como a tendência de aumento do Petróleo para os próximos tempos.
...E ainda não temos resultados das eleições norte-americanas, o que constitui um acontecimento que pode mudar muito do panorama internacional.
Entretanto nos debates televisivos George W. continua a dar provas como líder ambíguo. Não ouviram falar no caso da estranha corcunda quadrada do Presidente dos EUA durante os debates com o oponente Kerry?
Nada como um auxiliar de argumentação para quem não têm os dotes necessários para enfrentar um bom debate.
Adaptando uma exclamação de um colega bloguístico - Estou Farta!
Farta e com graves problemas de insónias.
A vossa comentadora em desgraça,
Letra Negra
sábado, outubro 09, 2004
A montanha pariu.. um lobby!
Saudações chuvosas amigos, leitores e comentadores!
Parece que o Outono já deu o ar da sua graça (?) e fez a sua aparição pelo território continental.
Ventos fortes sopram dos lados de Belém.
"O Presidente da República justificou o encontro tido na quinta-feira com Marcelo Rebelo de Sousa com a necessidade de se exercer a vigilância democrática, pois não há democracia sem liberdade de expressão."
Vigilância sobre a liberdade de expressão?!
Parece que o senhor disse qualquer coisa como: Fala o que quiseres, mas não te abuses!
«Neste domínio, em muitos países está a ser opaca, por isso são precisas entidades reguladoras fortes. Existe toda a motivação para que esta vigilância que é própria de qualquer democracia se possa dotar dos mecanismos normais e permanentes»
Novamente vi juntas duas palavras que eu não entendo como sendo muito coerentes em democracia "entidades reguladoras fortes" e "vigilância".
Não entendo mesmo o que o nosso 'Almighty' Jorge quer.
«Acho que a questão da liberdade de expressão e da liberdade em geral é uma batalha de todos os dias. Vai sê-lo cada vez mais à medida que os interesses económicos têm uma palavra decisiva a assumir»
Então afinal quem é que deve 'vigiar' a excessiva liberdade de expressão?
Os grandes lobbies económicos ao Poder e com poderes acrescidos de censura?
O que for um comentário lucrativo fica, o que não for, censura em cima?
É essa a única elação que consigo tirar desta declaração, por mais vezes que eu leia isto, mas parece que ultimamente não estou com a minha capacidade de interpretação lógica no máximo.
Caros amigos, leitores e comentadores, é com muita tristeza que comunico a minha desconfiança sobre a saúde desta nossa nação. Suponho que agora tivemos oportunidade de ver o nosso Jorge 'Almighty' anunciar a criação de um órgão de repressão.
E saber que ainda ontem li isto no Portugal Diário:
"A teoria da dissolução ganha força quando no PSD já se fala que o melhor prazo para Sampaio demonstrar perda de confiança no Governo de Santana Lopes será Março ou Abril do próximo ano. A tempo de convocar eleições legislativas e agendá-las para a mesma altura das autárquicas. "
Não vai haver dissolução nenhuma, só a mesma confusão de sempre e qualquer dia será anunciado o Novo Estado Novo.
God have mercy on our souls.
a comentadora da desgraça
LetraNegra
Parece que o Outono já deu o ar da sua graça (?) e fez a sua aparição pelo território continental.
Ventos fortes sopram dos lados de Belém.
"O Presidente da República justificou o encontro tido na quinta-feira com Marcelo Rebelo de Sousa com a necessidade de se exercer a vigilância democrática, pois não há democracia sem liberdade de expressão."
Vigilância sobre a liberdade de expressão?!
Parece que o senhor disse qualquer coisa como: Fala o que quiseres, mas não te abuses!
«Neste domínio, em muitos países está a ser opaca, por isso são precisas entidades reguladoras fortes. Existe toda a motivação para que esta vigilância que é própria de qualquer democracia se possa dotar dos mecanismos normais e permanentes»
Novamente vi juntas duas palavras que eu não entendo como sendo muito coerentes em democracia "entidades reguladoras fortes" e "vigilância".
Não entendo mesmo o que o nosso 'Almighty' Jorge quer.
«Acho que a questão da liberdade de expressão e da liberdade em geral é uma batalha de todos os dias. Vai sê-lo cada vez mais à medida que os interesses económicos têm uma palavra decisiva a assumir»
Então afinal quem é que deve 'vigiar' a excessiva liberdade de expressão?
Os grandes lobbies económicos ao Poder e com poderes acrescidos de censura?
O que for um comentário lucrativo fica, o que não for, censura em cima?
É essa a única elação que consigo tirar desta declaração, por mais vezes que eu leia isto, mas parece que ultimamente não estou com a minha capacidade de interpretação lógica no máximo.
Caros amigos, leitores e comentadores, é com muita tristeza que comunico a minha desconfiança sobre a saúde desta nossa nação. Suponho que agora tivemos oportunidade de ver o nosso Jorge 'Almighty' anunciar a criação de um órgão de repressão.
E saber que ainda ontem li isto no Portugal Diário:
"A teoria da dissolução ganha força quando no PSD já se fala que o melhor prazo para Sampaio demonstrar perda de confiança no Governo de Santana Lopes será Março ou Abril do próximo ano. A tempo de convocar eleições legislativas e agendá-las para a mesma altura das autárquicas. "
Não vai haver dissolução nenhuma, só a mesma confusão de sempre e qualquer dia será anunciado o Novo Estado Novo.
God have mercy on our souls.
a comentadora da desgraça
LetraNegra
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