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quarta-feira, junho 30, 2004

Jorge Almighty vs Euro 2004

Salve amigos leitores deste meu modesto blog.

Com a instabilidade do governo, com a expectativa sobre o facto de talvez este país ser finalmente libertado do jugo de Portas, Ferreira Leite e companhia, o cidadão comum que vê TV leva com meia hora de selecção pela cabeça abaixo!
Isto tem uma piada!...
Então agora o seleccionador nacional, 'manda' na minha maneira de vestir?
Nem os meus pais mandam agora vem este senhor, com que autoridade fazer isso?!
Não é por andar de verde e vermelho que apoio mais ou menos a selecção. Eu sou favorável a uma grande goleada e gostava de ver que no fim a taça ficava por cá.. e pessoalmente até gostava de ver uma final entre Portugal - Grécia, o nosso primeiro jogo e mais miserável, seria o último.
Futebol à parte, o momento político que está a acontecer...

Quanto mais debates tenho visto mais acho que o Presidente Sampaio tem um peso enorme sobre os ombros.
Analise-se bem a situação. Temos um governo de coligação que não foi escolhido pelo povo, este povo demente e com sede de vingança pelo anterior executivo, votou só e apenas no PSD de Durão Barroso. Por uma questão de estratégia política, e como uma maioria simples não tem tanta margem de manobra como uma maioria absoluta, fez-se a coligação pós eleitoral entre PSD e CDS-PP. Todos os governos por uma questão de estabilidade (e facilidade na governação) fazem isso.
Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, novamente o pouco eleitorado que optou por votar revelou que está cansado deste governo que lançou o país num caos de contenção, desemprego e crise, conseguindo a coligação 'Força Portugal' os piores resultados da direita portuguesa desde 1976.

É claro que o cidadão José Manuel Durão Barroso fez a sua ponderação pragmática - eu estou a ser agraciado pelo trabalho em prol da comunidade internacional e currículo em assuntos de negócios estrangeiros e não vou deixar passar esta oportunidade.
Mas como Primeiro-ministro Durão Barroso, optou por esquecer todos os compromissos eleitorais e nomeou ad-hoc um sucessor: Pedro Santana Lopes.
Agora a pergunta chave:
- Que legitimidade tem este sucessor se nem foi sequer sufragado?
Pedro Santana Lopes é conhecido pelo seu populismo demagogo e sede de protagonismo. Todos os seus grandes projectos na Câmara Municipal de Lisboa são dignos de um megalómano, como por exemplo o novo Parque Mayer.
Com um Primeiro-ministro com este perfil, para onde iriam todos os fundos do erário público, ganhos com tanto sacrifício e contenção pela política de Manuela Ferreira Leite?
Mas neste momento, esta discussão é o sexo dos anjos.
Esperemos que Jorge Sampaio faça o que o povo mais deseja, e deu a entender muito claramente nestas últimas eleições - o fim desta coligação!
Lá estou eu a ser ingénua. O povo quer Portugal campeão, e isso da política "São todos iguais, tou-me borrifando quem lá está!"
Quem se lixa com isto caríssimos... é sempre a vossa redactora que é impossível!

Boa ponderação Sr. Presidente e bom jogo Portugal!
Qual é a admiração?
If you can't beat them, join them :/

1 comentário:

|zAiTz3v|| disse...

Na minha opinião, com uma bom executivo, uma coligação pode ser melhor por ter a maioria absoluta... senão caimos num conflito político, em que nada é feito porque, tudo o que o governo propõe, sejam medidas boas ou más, a oposição veta. Mas isto para um bom executivo. Quanto ao executivo actual... Não estou minimamente dentro da vida política portuguesa, dai não posso falar muito... quanto ao sucessor de Durão, acho que isto não se trata de nenhuma monarquia (a minha bandeira não é azul e branca), e se fosse, o Santana não é filho de Durão... Também não sei quais os planos para o futuro deste executivo, mas concordo com eleições antecipadas! Ah, e bom jogo a Portugal, a ver se é desta que chegamos à final!!!!