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terça-feira, junho 14, 2005

Este post é um triste dois em um

Portugal ficou duplamente pobre.

Abandonaram-nos duas grandes personalidades, uma no campo da política - Álvaro Cunhal - outra da área da literatura - Eugénio de Andrade.
Não era muito coerente da minha parte não fazer uma pequena referência a estes dois grandes e homens portugueses que sempre foram portugueses e nunca abandonaram este nosso campo de batalha... país.

O descanso do velho falcão

Alvaro

Não vou adiantar muito mais sobre Álvaro Barreirinhas Cunhal, apenas quero dizer que a classe política e o povo português ficou mais pobre.
A força de um ideal fez dele O vulto da política portuguesa, um verdadeiro símbolo de dedicação por uma ideologia.
- Olhe que não! Olhe que não!
Não podia encerrar este post sem mencionar a frase que imortalizou um dos debates com um dos últimos dinossauros sobreviventes da política portuguesa - dr. Mário Soares.

O poeta morreu. Poeta Precisa-se!

Eugenio_Andrade

José Fontinhas de seu nome Eugénio de Andrade para toda a imortalidade.
Simples funcionário público, nunca participou em concursos para sua progressão na carreira, homem simples sempre foi avesso ao mediatismo e à fama.
Em 2001, viu a sua vida literária de mais de sessenta anos reconhecida com o Prémio Camões, o mais importante prémio atribuído a autores de língua portuguesa. Prémio este que aumenta a sua vasta galeria:

- Em 1986 o poeta recebeu o prémio da Associação Internacional de Críticos Literários e em 1987, por Vertentes do Olhar, o Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus. Em 1989, O Outro Nome da Terra mereceu-lhe o Grande Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989); no mesmo ano recebeu o Prémio Jean Malrieu para o melhor livro de poesia estrangeira editado em França (tradução de Branco no Branco). Na Jugoslávia é-lhe atribuído em 1996 o Prémio Europeu de Poesia da Comunidade de Varchatz. No ano 2000 foi galardoado com o Prémio Extremadura de criação literária (prémio de carreira para autores da Península Ibérica e da América Latina), com o Prémio Celso Emilio Ferreiro, para autores ibéricos, e com o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores.
Grande Oficial da Ordem de Sant’Iago da Espada (1982) e a Grã-Cruz da Ordem de Mérito (1988). Também o Município do Porto (como, de resto, outros municípios, como Oeiras e Fundão) quis distinguir o poeta, atribuindo-lhe a Medalha de Mérito (1985) e a Medalha de Honra (1989) da Cidade. No estrangeiro, recebeu a Medalha da cidade de Bordéus (1990) e a Medalha da Universidade Michel de Montagne da mesma cidade (2001, durante uma homenagem no Carrefour des Littératures).

Mas o Homem não é só uma soma de prémios, é uma imensa obra-prima para podermos apreciar...

Será que lhe podem dar um Nobel da literatura, ou já vai tarde?

Boa noite para todos e paz à alma destes grandes homens portugueses!

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