Número total de visualizações de página

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Gente parva é para o Desemprego

Olá, olá amiguinhos e amiguinhas, leitores e leitoras!!!
Ora então, é assim...
Alguém sabe se no processo de selecção das pessoas das finanças existe um item a avaliar tipo antipatia e estupidez dos candidatos a 'atendimento ao contribuinte"?
É que hoje eu fiquei desconfiada que sim.

Estava uma linda tarde de Inverno na cidade de Lisboa e algures numa rua anónima a vossa amiga foi como sempre ás finanças. Desta vez tinha uma motivação especial, ia ajudar uma rapariga romena, e respectiva família. A rapariga tem um filho pequeno de 4 anitos que aqui a vossa amiga adora - o Dennis!
Depois de esperar a típica hora e meia da praxe, lá fui eu finalmente atendida.
A entidade que a atendeu (que eu não ouso sequer de apelidar de pessoa porque isso é uma ofensa às pessoas), devia estar com um problema pessoal porque já tinha maltratado um velhote. Quando eu falo em maltratar não é fisicamente, é a nível humano.
E lá fui eu de sorriso no rosto, feliz por ajudar pessoas amigas:
- Boa tarde!
- Os documentos? - Algures na minha educação ensinaram-me que quando se é educado deveremos retribuir o cumprimento, mas não faz mal. A tal entidade parecia uma máquina sem expressão.
- Onde é que está o documento identificativo do dependente não deficiente?
Dei o passaporte do menino. A criatura começou a fazer uma expressão, um misto de interrogação com rejeição.
- Este passaporte não tem identificação da filiação.
- Mas como pode reparar o sobrenome é igual.
- Eu quero um documento com a filiação!
Educadamente pedi um instante para ligar para a agência, informaram-me que nunca houvera problema em anos anteriores na entrega do IRS da família do Dennis.
- Mas minha senhora, este casal sempre entregou aqui o IRS e nunca lhes pediram isso..
- Não tenho nada a ver com isso.. SEGUINTE!!
Então era assim?
A minha amiga, o marido e o filho não tinham sequer uma alternativa, foi logo a gritar SEGUINTE??? Eu ainda apelei ao sentimento:
- Este casal é romeno, eu vou ter que lhes explicar porque é que este ano não pude entreguar o IRS... - nem me deixou concluir:
- Sem o documento identificativo da filiação do dependente não deficiente não posso fazer nada.
- disse aquela coisa sem sequer mexer os olhos ou, mostrar o mínimo de compreensão.
Agora pergunto:
- Será excesso de zelo, excesso de profissionalismo, ou excesso de estupidez????
A minha pobre amiga quando eu lhe disse o que tinha acontecido ficou quase a chorar.
No ano anterior tinham embirrado com o nome da criança e teve que recorrer a um tradutor para explicar ás senhoras que o nome era perfeitamente normal, e que o equivalente em português, mais aproximado, seria Dinis...E agora teria de pedir ao consolado para lhe passarem um documento a identificar a filiação do menino, e que isso talvez fosse moroso e caro...

Eu não entendo mas onde trabalhei antes explicaram-me que devemos ser flexíveis de acordo com os casos. Será que nas Finanças contribuintes imigrantes não estão abrangidos por essa flexibilidade, ou será que estão proibidos de ser minimamente compreensivo?

Sabem que mais?
Roguei uma praga má à criatura com óbvios problemas sexuais e sei que passado um instante uma pilha de papéis ao lado dela caiu por terra!
Bem feito.
Ok.
Agora que fiz uma catarse e libertei a minha indignação de uma maneira decente, vou tratar de uns IRS que tenho para ali da minha amiga assistente do dentista que frequento.
Bom fim-de-semana para todos vós!

A terrorista rogadora de pragas
Bina Ladina

Sem comentários: